quarta-feira, 14 de março de 2012

ENSAIO


"ensaio sem culpa"
escrito por Deuseni Martins Rosa,  Março de 2012
Se alguém gosta de gramática, uma certa clausura própria das formas, não é coisa comum. Será preciso pensar no que isso significa. Somos, a princípio, contra todo controle, mas, por outro lado, seremos entendidos sem o uso das mais básicas normas lingüísticas? É certo que nem o grande Wittgenstein, com as “cinco maçãs vermelhas”, deveria pensar que sim.
Entretanto, podemos nos valer da querida e muito amiga liberdade poética, lembram-se? a qual, para o bem de todos e felicidade geral, migrou dos versos às mais diversas forma de linguagem, incluindo aí as artes plásticas e outras tantas.
Há, por exemplo, sinais de rebelião também fora do campo livre das artes, pode não ser o caso aqui, mas lembram-se da famosa cartilha do MEC? que causou polêmica quanto ao ensino alijado da norma culta... alí, pareceu a muitos ser um abuso de liberdade, porque a língua é um bem cultural importante demais pra ser lesado, em exagero. Apareceu na TV e o povo chiou pra valer. Mas aqui é outro negócio.
Então, há sempre um limite? Isso é complicado – por um lado nada parece ser absoluto, e por outro, há balizas em todas as vias, da mente e da vida mesma. Nós mesmos inventamos as travas e nos tornamos reféns.
Esse vão discurso? Pode tornar claro que podemos ser autores; que agora o mundo se abriu de fato, e todos podem e devem escrever, pintar, criar, sem receio – do olhar do professor, de português principalmente.
Nesse ponto largamos de mão uma resistência inicial, e adotamos o quase tudo é permitido, mesmo com Deus - que parece estar topando essa nova humanidade, pra ver como é que fica. Ele deve ser um artista, claro, dado a uma experimentação... e como não seria? tudo aqui no planeta é contingente, nada é definitivo.
Assim, vamos à web, aos blogs grátis, e sem inibição, deixar rolar... escrever e pôr fotos e vídeos – loucura? E daí? Vai ler quem achar que pode superar essas e outras que virão. Então, Deus salve a América, do Sul, e vamos pra frente... do computador.

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