quinta-feira, 8 de março de 2012

JOAQUIM BARBOSA - A MENTIRA TEM PERNA CURTA‏


*JOAQUIM BARBOSA - A MENTIRA TEM PERNA CURTA**
por Arthurius Maximus* ****

O ministro Joaquim Barbosa é bem conhecido dos brasileiros. Elevado ao grau
de celebridade ao humilhar publicamente o então presidente do STF, ministro
Gilmar Mendes, em uma das mais polêmicas audiências do tribunal. Sem papas
na língua, Joaquim Barbosa disse a Mendes o que muitos brasileiros queriam
dizer a respeito da arrogância e da magnânima atuação de Gilmar Mendes
(sempre para o lado dos poderosos) envolvendo casos de corrupção. ****

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Agora, o ministro volta às manchetes jogando mais uma vez no ventilador ao
desmascarar o descarado complô que é ensaiado pelos ministros do STF (a
maioria indicada pelo PT) para causar a prescrição dos crimes do Mensalão;
transformando em uma enorme pizza mal cheirosa o processo que poderia ser
um marco na moralização da política nacional e destruiria boa parte da
cúpula petista, ao colocá-la atrás das grades.****


Tudo começou com uma entrevista "em banho-maria" do Ricardo Lewandowski,
revisor do caso. Nessa entrevista, Lewandowski deixou escapar que o
processo caminhava para a prescrição porque não haveria tempo hábil para
julgá-lo. Afinal de contas, o ministro Joaquim Barbosa havia tido uma série
de problemas de saúde e atrasara a entrega do seu relatório sobre o caso.***
*


Com a celeuma levantada pela imprensa, o presidente do STF – ministro Cezar
Peluso – quis fazer "uma média" com a opinião pública e dar um ar de
legitimidade ao complô que se anunciava. Mandou redigir um ofício instando
Joaquim Barbosa a acelerar o processo e enviar os autos para análise dos
seus colegas o mais rápido possível.****


Malandro... Cem anos de Lapa... E frequentador do Bar Luiz... O ministro
Joaquim Barbosa sentiu que era preparado um cenário para culpá-lo pela
prescrição do processo e tornar palatável para a opinião pública o desastre
da impunidade dos canalhas mensaleiros. Como homem que honra seu posto e de
coragem de sobra, Joaquim Barbosa pegou a "perna de anão" que lhe
entregaram – embrulhada para presente – jogou-a para o alto e acertou em
cheio o ventilador do STF.****


Com uma declaração bombástica, desmascarou todo o esquema armado para levar
o processo à prescrição e inocentar a corja que se apoderou do país. Disse:*"Os
autos, há mais de quatro anos, estão integralmente digitalizados e
disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal,
cuja senha de acesso é fornecida diretamente pelo secretário de Tecnologia
da Informação, autoridade subordinada ao presidente da Corte, mediante
simples requerimento".*****


Ou seja, mostrou com todas as palavras que os ministros ignoraram o
processo até agora simplesmente por preguiça ou por pura vontade de
deixá-lo prescrever, garantindo a absolvição do pessoal. Joaquim Barbosa
ainda critica "na lata" a falácia de que está "atrasado" com o processo: *"Com
efeito, cuidava-se inicialmente de 40 acusados de alta qualificação sob os
prismas social/econômico/político, defendidos pelos mais importantes
criminalistas do país, alguns deles ostentando em seus currículos a
condição de ex-ocupantes de cargos de altíssimo relevo na estrutura do
Estado brasileiro, e com amplo acesso à alta direção dos meios de
comunicação".* Continua: "*Estamos diante de uma ação de natureza penal de
dimensões inéditas na História desta Corte".*****


Não satisfeito em desmascarar o claro acerto que há para que o processo
prescreva Barbosa ainda mostrou que "atrasados são os outros". O processo
do Mensalão tem 40 acusados, defendidos pelos mais caros advogados do país,
todos ocupantes de cargos de grande poder no Estado Brasileiro. O processo
tem mais de 49 mil páginas; 233 volumes e 495 apensos. Os réus indicaram
mais de 650 testemunhas de todo Brasil e até de outros países. Mesmo diante
de todo esse trabalho, o ministro Joaquim Barbosa manteve o trâmite normal
de trabalho no STF e ainda julgou inúmeras causas nesse período. Enquanto
isso, seus colegas, com ações envolvendo dois ou três acusados e que foram
iniciadas na mesma época; ainda sequer foram concluídas.(*)****


Mais uma vez, "matou a cobra e mostrou o pau". Sem pudores e sem medo,
Joaquim Barbosa expõe claramente quem está comprometido com os interesses
dos corruptos e busca desculpas para justificar o injustificável.****


Diante de tudo isso, pelo menos para mim, fica a ideia da quase certeza em
relação à prescrição do caso. Nem é preciso lembrar que um dos ministros
indicados por Lula, o ministro Dias Tófolli, foi colocado ali "sob medida"
para esse processo. Pois, para quem não se lembra, ele foi advogado de
defesa de José Dirceu.****


Pelo menos, se tudo der errado, teremos visto a coragem e o desprendimento
do ministro Joaquim Barbosa dar um tapa na cara dos que tentavam
imputar-lhe a culpa pela prescrição. Se o processo acabar por prescrever e
não condenar ninguém; o desfecho terá sido por vontade dos ministros, sendo
necessário que eles arrumem outra desculpa esfarrapada para justificar a
cara-de-pau.

É como minha velha mãe dizia: "Mentira tem perna curta".****


Fonte: NOTÍCIAS

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