*JOAQUIM BARBOSA - A MENTIRA TEM
PERNA CURTA**
por Arthurius Maximus* ****
O ministro Joaquim Barbosa é bem
conhecido dos brasileiros. Elevado ao grau
de celebridade ao humilhar
publicamente o então presidente do STF, ministro
Gilmar Mendes, em uma das mais
polêmicas audiências do tribunal. Sem papas
na língua, Joaquim Barbosa disse
a Mendes o que muitos brasileiros queriam
dizer a respeito da arrogância e
da magnânima atuação de Gilmar Mendes
(sempre para o lado dos
poderosos) envolvendo casos de corrupção. ****
****
****
Agora, o ministro volta às manchetes
jogando mais uma vez no ventilador ao
desmascarar o descarado complô
que é ensaiado pelos ministros do STF (a
maioria indicada pelo PT) para
causar a prescrição dos crimes do Mensalão;
transformando em uma enorme pizza
mal cheirosa o processo que poderia ser
um marco na moralização da
política nacional e destruiria boa parte da
cúpula petista, ao colocá-la
atrás das grades.****
Tudo começou com uma entrevista
"em banho-maria" do Ricardo Lewandowski,
revisor do caso. Nessa
entrevista, Lewandowski deixou escapar que o
processo caminhava para a
prescrição porque não haveria tempo hábil para
julgá-lo. Afinal de contas, o
ministro Joaquim Barbosa havia tido uma série
de problemas de saúde e atrasara
a entrega do seu relatório sobre o caso.***
*
Com a celeuma levantada pela
imprensa, o presidente do STF – ministro Cezar
Peluso – quis fazer "uma
média" com a opinião pública e dar um ar de
legitimidade ao complô que se
anunciava. Mandou redigir um ofício instando
Joaquim Barbosa a acelerar o
processo e enviar os autos para análise dos
seus colegas o mais rápido
possível.****
Malandro... Cem anos de Lapa... E
frequentador do Bar Luiz... O ministro
Joaquim Barbosa sentiu que era
preparado um cenário para culpá-lo pela
prescrição do processo e tornar
palatável para a opinião pública o desastre
da impunidade dos canalhas
mensaleiros. Como homem que honra seu posto e de
coragem de sobra, Joaquim Barbosa
pegou a "perna de anão" que lhe
entregaram – embrulhada para
presente – jogou-a para o alto e acertou em
cheio o ventilador do STF.****
Com uma declaração bombástica,
desmascarou todo o esquema armado para levar
o processo à prescrição e
inocentar a corja que se apoderou do país. Disse:*"Os
autos, há mais de quatro anos,
estão integralmente digitalizados e
disponíveis eletronicamente na
base de dados do Supremo Tribunal Federal,
cuja senha de acesso é fornecida
diretamente pelo secretário de Tecnologia
da Informação, autoridade
subordinada ao presidente da Corte, mediante
simples requerimento".*****
Ou seja, mostrou com todas as
palavras que os ministros ignoraram o
processo até agora simplesmente
por preguiça ou por pura vontade de
deixá-lo prescrever, garantindo a
absolvição do pessoal. Joaquim Barbosa
ainda critica "na lata"
a falácia de que está "atrasado" com o processo: *"Com
efeito, cuidava-se inicialmente
de 40 acusados de alta qualificação sob os
prismas
social/econômico/político, defendidos pelos mais importantes
criminalistas do país, alguns
deles ostentando em seus currículos a
condição de ex-ocupantes de
cargos de altíssimo relevo na estrutura do
Estado brasileiro, e com amplo
acesso à alta direção dos meios de
comunicação".* Continua:
"*Estamos diante de uma ação de natureza penal de
dimensões inéditas na História
desta Corte".*****
Não satisfeito em desmascarar o
claro acerto que há para que o processo
prescreva Barbosa ainda mostrou
que "atrasados são os outros". O processo
do Mensalão tem 40 acusados,
defendidos pelos mais caros advogados do país,
todos ocupantes de cargos de
grande poder no Estado Brasileiro. O processo
tem mais de 49 mil páginas; 233
volumes e 495 apensos. Os réus indicaram
mais de 650 testemunhas de todo
Brasil e até de outros países. Mesmo diante
de todo esse trabalho, o ministro
Joaquim Barbosa manteve o trâmite normal
de trabalho no STF e ainda julgou
inúmeras causas nesse período. Enquanto
isso, seus colegas, com ações
envolvendo dois ou três acusados e que foram
iniciadas na mesma época; ainda
sequer foram concluídas.(*)****
Mais uma vez, "matou a cobra
e mostrou o pau". Sem pudores e sem medo,
Joaquim Barbosa expõe claramente
quem está comprometido com os interesses
dos corruptos e busca desculpas
para justificar o injustificável.****
Diante de tudo isso, pelo menos
para mim, fica a ideia da quase certeza em
relação à prescrição do caso. Nem
é preciso lembrar que um dos ministros
indicados por Lula, o ministro
Dias Tófolli, foi colocado ali "sob medida"
para esse processo. Pois, para
quem não se lembra, ele foi advogado de
defesa de José Dirceu.****
Pelo menos, se tudo der errado,
teremos visto a coragem e o desprendimento
do ministro Joaquim Barbosa dar
um tapa na cara dos que tentavam
imputar-lhe a culpa pela
prescrição. Se o processo acabar por prescrever e
não condenar ninguém; o desfecho
terá sido por vontade dos ministros, sendo
necessário que eles arrumem outra
desculpa esfarrapada para justificar a
cara-de-pau.
É como minha velha mãe dizia:
"Mentira tem perna curta".****
Fonte: NOTÍCIAS
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